Tuesday, April 10, 2007

Ensino hi-tech complementa o clássico

A tecnologia nas escolas pode ser um aliado importante dos educadores, mas, para que seja eficaz, é necessária uma modificação na forma como o ensino é pensado. A principal tarefa dos educadores hoje é estruturar um sólido projeto pedagógico e então introduzir a tecnologia onde for interessante ou cabível. Essa foi a principal idéia por trás das diferentes filosofias de ensino com as quais o Link teve contato durante a realização desta reportagem. Não adianta colocar o PC na escola se ele não estiver cuidadosamente integrado às atividades de diferentes disciplinas. Outro ponto levantado foi a clareza de propósito quando a tecnologia for utilizada. Se uma atividade, como fazer um pôster sobre o ciclo da água para uma aula de ciências, pode ser feita utilizando meios não-tecnológicos, como papel, lápis de cor e cola, não há sentido em fazer isso usando o computador. O recurso tecnológico deve ser usado quando efetivamente oferece algo que não poderia ser feito por meios convencionais. Explorar um corpo humano tridimensional usando um quadro digital é muito mais interessante que olhar um livro estático. Aprender a dinâmica das guerras de expansão da Roma Antiga é muito mais divertido com um game. A tecnologia não deve excluir, de forma nenhuma, o ensino clássico. A idéia é que ambos se complementem. Outro ponto que deve ser observado é a transformação da figura do professor. Antes, era ele que se encarregava de transmitir o conhecimento que possuía. Hoje, apesar de manter seu papel de liderança, ele também é um aprendiz e precisa repensar como deve ser seu comportamento em sala de aula. "O professor é um mediador do aprendizado do aluno. Ele não é mais um simples detentor do conhecimento, mas um facilitador do acesso à informação", diz Regina Silva, coordenadora de projetos da Positivo Informática. "Hoje, o professor constrói o conhecimento com o aluno", completa. (O Estado de S. Paulo) Fonte: Portal Aprendiz.Publicada em: 03/04/2007